e-Ciência pode construir arca digital para enfrentar dilúvio de dados

e-Ciência pode construir arca digital para enfrentar dilúvio de dados</p><p>Dilúvio de dados Quando construiu a sua arca, o herói bíblico Noé já se preparou para a preservação das espécies. Mas e a sociedade atual, como fazer para sobreviver ao “dilúvio de dados”? A questão foi colocada pela professora Cláudia Bauzer Medeiros, da Unicamp, que apresentou os resultados de suas pesquisas sobre a chamada “era da e-ciência”, a ciência na era da informática, marcada não mais por uma enxurrada, mas por um verdadeiro dilúvio de dados. “É tanta informação que não conseguimos selecionar direito. Inclusive acabamos confiando em motores de buscas que vão nos retornar resultados que talvez não sejam os melhores. Isso porque eles vão retornar aquilo que, estatisticamente, os outros buscam mais,” afirmou Cláudia.Arca digital Segundo Cláudia, a sociedade atual está “assoberbada com dados que vêm de todos os lugares, relacionados a instrumentos, experimentos, pessoas e rede sociais”. A pesquisadora cita os exemplos mais comuns de duas redes sociais: o site Flickr, segundo ela, possui cerca de 7 milhões de imagens compartilhadas em uma espécie de rede social visual; e o Facebook, outra rede social, conta com mais de 200 milhões de usuários e 70 traduções. O mesmo ocorre na ciência, onde os pesquisadores já concordam que dificilmente alguém conseguirá analisar todos os dados coletados pelos experimentos científicos em andamento. Então, para a pesquisadora, o desafio que se coloca é como construir uma arca para sobreviver a esse dilúvio digital.e-Ciência A exemplo do personagem Noé, o caminho a ser seguido, segundo Cláudia, é a preservação, o compartilhamento e a e-ciência, um novo ramo da pesquisa multidisciplinar em computação. O objetivo desta nova área de pesquisa, que surgiu em decorrência deste dilúvio moderno, é acelerar o desenvolvimento de pesquisas em todas as áreas do conhecimento, ajudando cientistas de cada uma delas a selecionar e interpretar os dados de maior interesse. “O objetivo da e-ciência é que pesquisadores da computação desenvolvam pesquisas em computação para ajudar pesquisadores de outras áreas a desenvolverem suas pesquisas de forma melhor ou mais rápida ou mais eficiente e até diferente,” afirma ela. Um exemplo recente de sucesso na área foi a descoberta de três planetas extrassolares nos dados já arquivados do telescópio espacial Hubble, o que só foi possível graças à criação de novos sistemas de tratamento dos dados.Compartilhamento de dados científicos Um dos aspectos fundamentais da e-ciência, que imita o que hoje acontece nas redes sociais, onde se compartilha quase tudo, de fotos a momentos íntimos em novelas de tempo real, é o compartilhamento de dados científicos. “Um dos aspectos-chave de tudo isso é o compartilhamento, porque compartilhando dados, outros, de outras áreas, vão poder fazer usos nunca esperados”, explicou a pesquisadora.Fonte:  Com informações do Jornal da Unicamp - 14/10/2011

Dilúvio de dados

Quando construiu a sua arca, o herói bíblico Noé já se preparou para a preservação das espécies. Mas e a sociedade atual, como fazer para sobreviver ao “dilúvio de dados”?

A questão foi colocada pela professora Cláudia Bauzer Medeiros, da Unicamp, que apresentou os resultados de suas pesquisas sobre a chamada “era da e-ciência”, a ciência na era da informática, marcada não mais por uma enxurrada, mas por um verdadeiro dilúvio de dados.

“É tanta informação que não conseguimos selecionar direito. Inclusive acabamos confiando em motores de buscas que vão nos retornar resultados que talvez não sejam os melhores. Isso porque eles vão retornar aquilo que, estatisticamente, os outros buscam mais,” afirmou Cláudia.

Arca digital

Segundo Cláudia, a sociedade atual está “assoberbada com dados que vêm de todos os lugares, relacionados a instrumentos, experimentos, pessoas e rede sociais”.

A pesquisadora cita os exemplos mais comuns de duas redes sociais: o site Flickr, segundo ela, possui cerca de 7 milhões de imagens compartilhadas em uma espécie de rede social visual; e o Facebook, outra rede social, conta com mais de 200 milhões de usuários e 70 traduções.

O mesmo ocorre na ciência, onde os pesquisadores já concordam que dificilmente alguém conseguirá analisar todos os dados coletados pelos experimentos científicos em andamento.

Então, para a pesquisadora, o desafio que se coloca é como construir uma arca para sobreviver a esse dilúvio digital.

e-Ciência

A exemplo do personagem Noé, o caminho a ser seguido, segundo Cláudia, é a preservação, o compartilhamento e a e-ciência, um novo ramo da pesquisa multidisciplinar em computação.

O objetivo desta nova área de pesquisa, que surgiu em decorrência deste dilúvio moderno, é acelerar o desenvolvimento de pesquisas em todas as áreas do conhecimento, ajudando cientistas de cada uma delas a selecionar e interpretar os dados de maior interesse.

“O objetivo da e-ciência é que pesquisadores da computação desenvolvam pesquisas em computação para ajudar pesquisadores de outras áreas a desenvolverem suas pesquisas de forma melhor ou mais rápida ou mais eficiente e até diferente,” afirma ela.

Um exemplo recente de sucesso na área foi a descoberta de três planetas extrassolares nos dados já arquivados do telescópio espacial Hubble, o que só foi possível graças à criação de novos sistemas de tratamento dos dados.

Compartilhamento de dados científicos

Um dos aspectos fundamentais da e-ciência, que imita o que hoje acontece nas redes sociais, onde se compartilha quase tudo, de fotos a momentos íntimos em novelas de tempo real, é o compartilhamento de dados científicos.

“Um dos aspectos-chave de tudo isso é o compartilhamento, porque compartilhando dados, outros, de outras áreas, vão poder fazer usos nunca esperados”, explicou a pesquisadora.

Fonte: Com informações do Jornal da Unicamp – 14/10/2011

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